Fotografias #1

Kevin Carter (1960-1994) foi um fotojornalista sul-africano. Pertenceu ao Bang-Bang Club, um colectivo de fotógrafos sul-africanos empenhados em expôr a brutalidade do Apartheid. Embora o seu trabalho não circulasse regularmente na imprensa nacional, devido ao rígido controlo exercido pelo governo de então, algumas das suas imagens atingiram grande visibilidade na imprensa internacional.

Carter deslocou-se ao Sudão em Março de 1993, juntamente com João Silva, amigo e colega de profissão, para fotografar o movimento rebelde neste país atingido pela fome. Imediatamente após a aterragem do avião da ONU em que viajavam, Carter começou a fotografar os habitantes vítimas de fome extrema. Um som angustiante atraíu-o ao local onde conseguiria a imagem que lhe trouxe reconhecimento mundial.


© Kevin Carter

Inicialmente publicada no New York Times em 26 de Março de 1993, a fotografia da menina em sofrimento valeu a Kevin Carter o Pulitzer Prize por Feature Photography em Maio de 1994. Embora duas versões substancialmente diferentes subsistam sobre a maneira mais ou menos ética como registou este momento, certo é que esta imagem entrou directamente para a história do fotojornalismo moderno.

Carter viria a suicidar-se apenas dois meses após a distinção, deixando as seguintes palavras no seu diário: «depressed… without phone… money for rent… money for child support… money for debts… money!!!… I am haunted by the vivid memories of killings & corpses & anger & pain… of starving or wounded children, of trigger-happy madmen, often police, of killer executioners…»

Para mais informações, consulte as seguintes ligações:
Wikipedia: Kevin Carter;
Wikipedia: Bang-Bang Club;
A vida e a morte de Kevin Carter.

um comentário

  1. Dá para perceber o porquê desse homem se sentir assim. Por vezes fico deprimido ao ver notícias de novos conflitos mundiais, ver que a humanidade ainda não é matura e que há gente gananciosa (apenas uns quantos, que se contam pelos dedos) que levam milhares de inocentes atrás. Mas para quem vê o terror de perto e ao vivo é certamente bem pior…

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