Blasted Mechanism em Góis
TEXTO: Patrícia Morganho, Joana Mota e Fábio Teixeira.
FOTOGRAFIAS: Fábio Teixeira.
Góis, 15 de Agosto de 2009.
Desde o lançamento do último álbum em Abril que os Blasted Mechanism se dedicam a preencher os palcos portugueses e estrangeiros com a parafernália estética e sonora da nova geração Mind At Large. Reconhecidos pela versatilidade artística, a banda já apresentou a sua última criação em eventos tão distintos como os festivais Vive Latino (México) e Sziget (Hungria) e as mui portuguesas feiras de Aljustrel e Entroncamento.
Aquele que se apresenta como o primeiro disco com a participação do vocalista Pedro Lousada, ex-Zedisaneonlight e baptizado como Guitshu no universo “blastediano”, conta já com dois singles lançados: “Start To Move” – que em Fevereiro levantou o véu sobre o novo trabalho – e o mais recente “Grab A Song”, tema que reúne em si a transversalidade cultural e musical que lhes é característica, contando com os mariachis Los Reyes como convidados especiais.

A excêntrica trupe reuniu-se uma vez mais para aquecer os corpos que se deslocaram ao terceiro e último dia de festa da XVI Concentração Mototurística de Góis. O local combinava uma agradável paisagem natural com o roncar dos motores das máquinas de duas rodas e abrigava em si os mais variados tipos de pessoas em perfeita harmonia.
Num recinto de dimensão comparável a um festival de Verão, a oferta era variada. Além das indispensáveis barracas de cerveja, durante três dias foi possível comprar na pequena vila de Góis todo o tipo de artigos ligados ao imaginário motard, além do habitual merchandising musical e artesanato. Para nossa surpresa, até mesmo um súbito desejo de marcar eternamente o corpo poderia ser satisfeito nos diversos stands de tatuagens e piercings presentes na Concentração.
Depois de um dos pontos altos da festa motard – o bike show – sentia-se já alguma impaciência nas primeiras filas quando o relógio apontava as duas horas da madrugada.

Entretanto, no backstage respirava-se descontracção no seio dos Blasted Mechanism. A preparação para um concerto pode revelar-se um processo moroso para esta banda singular. Entre organizar e vestir as inúmeras peças que constituem as várias personagens encarnadas pelo grupo, à montagem do material de palco e afinação dos muitos instrumentos usados, sem esquecer os retoques finais das pinturas faciais – especialmente cuidadas entre os elementos mais amigos das câmeras – o tempo passa a voar.
Valdjiu, fundador e força motriz da banda, confidencia-nos que a última criação do seu projecto envolveu cerca de 30 pessoas, e que neste espectáculo em particular a equipa dos Blasted Mechanism conta com 14 elementos, número revelador de uma certa complexidade logística.
É então que, perante uma multidão animada e algo expectante, reduzem-se as luzes e começa o espectáculo que alia um som irreverente a uma marcada componente cénica. A celebração inicia-se, finalmente, ao ritmo do primeiro single do álbum Mind at Large. “Start to Move!” é então o grito de ordem.

O público adere progressivamente à medida que se misturam temas novos como o hipnotizante “Hello, Here Is The System”, “Panacea”, “Under The Sun” ou “Grab A Song” com os clássicos que levam grande parte dos presentes a “mover el esqueleto” – um dos gritos de guerra, ou diríamos melhor, de paz, do mestre de cerimónias Guitshu – como as dançáveis “Atom Bride Theme” e “Nazka” e a popular “Blasted Empire”. O compasso marcado pelo baterista Fred Stone imprime um ritmo alucinante às músicas mais aceleradas do repertório do grupo.
Que a música dos Blasted Mechanism é capaz de despertar os sentimentos mais diversos no público que os ouve, já sabíamos, mas a inclusão de pulsões carnais nesta lista revelou-se-nos como algo inesperado. Alguns sortudos (?) espectadores nas primeiras filas do concerto tiveram a oportunidade de presenciar uma cena de sexo – sim, leu bem – ao vivo e a cores, qual peep-show goiense, mas não nos iremos debruçar demasiado sobre este assunto. Os detalhes mais sórdidos ficarão com certeza impressos na memória de quem assistiu com surpresa à inusitada situação.

Já no encore, o tema “Magic Dance” deixa no ar o cheiro a folclore transmontano, aproximando-se o fim da actuação com a incontornável “Karkov”, que fez pular até os menos conhecedores ao som do seu ritmo tribal. Nadabrovitchka! é o grito que celebra repetidamente o final de mais um concerto em que os Blasted Mechanism demonstraram a sua energia característica, superando alguns percalços e problemas técnicos que não influenciaram a qualidade do espectáculo apresentado.
SETLIST:
1. Start To Move
2. Destiny, Play and See
3. Mystical Power
4. Hello, Here Is The System
5. Atom Bride Theme
6. Panacea
7. Are You Ready?
8. Blasted Empire
9. Under The Sun
10. Battle Of Tribes
11. Door Of Happiness
12. I Believe
13. Grab a Song
14. Nazka
15. Zapping
Encore
16. Magic Dance
17. Sun Goes Down
18. Karkov








Está aprovadíssima esta fotorreportagem. Os meus parabéns a todos os intervenientes e longa vida aos nossos amigos alienígenas e respectiva entourage.
YOU ARE THE POWER!
Grande trabalho que revela profissionalismo e amor por aquilo em que está enpenhado em fazer e mostrar o que se passou, a quem não esteve presente em Góis no dia 15 de Agosto 2009.
OBRIGADO FÁBIO
Oh, ficou tão fixe a reportagem! :D
É caso para dizer desta vez que We are the Powa! ehehe
Extraordinário trabalho, Fábio!
Além das fotos fantásticas, a montagem está óptima.
Ficam aqui os meus parabéns!
Só foi pena não poder ter estado presente…
Gostei muito, estão de parabéns!
puto, és o maior
[...] Blasted Mechanism em Góis [...]
Quando eu for grande quero tirar fotos assim…
Parabéns Fábio.
Sim senhor Fábio continua…. está muito bom, parabéns.
Abraço