<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>FÁBIO TEIXEIRA &#124; Fotografia &#187; Photographia</title>
	<atom:link href="http://www.fabioteixeira.com/category/fotografos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.fabioteixeira.com</link>
	<description>Fábio Teixeira, fotógrafo (Portugal) – fotojornalismo, reportagem de eventos, teatro e música.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 28 Jul 2010 00:10:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>&#8220;Prostituta&#8221;</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2009/10/09/prostituta/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2009/10/09/prostituta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.fabioteixeira.com/?p=1898</guid>
		<description><![CDATA[Humilde homenagem a um dos primeiros mestres da fotografia de rua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2009/10/fteixeira_atget.jpg"/></div>
<p>Humilde homenagem a um dos primeiros mestres da fotografia de rua.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2009/10/09/prostituta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fotografias #3</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2008/12/17/677/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2008/12/17/677/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 00:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fabioteixeira.com/2008/12/17/677/</guid>
		<description><![CDATA[Robert Frank reservou o seu lugar na história da fotografia com o livro The Americans, publicado em 1958. Nascido em Zurique, em 1924, Frank iniciou a sua jornada americana aos 23 anos, ao imigrar para Nova Iorque. Em 1955, e com a ajuda da sua principal influência artística ― Walker Evans ― partiu à descoberta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Robert Frank</strong> reservou o seu lugar na história da fotografia com o livro <em>The Americans</em>, publicado em 1958. Nascido em Zurique, em 1924, Frank iniciou a sua jornada americana aos 23 anos, ao imigrar para Nova Iorque. Em 1955, e com a ajuda da sua principal influência artística ― Walker Evans ― partiu à descoberta do país numa viagem que resultaria em 28.000 registos fotográficos. Destes, 83 originaram a sua obra de referência.</p>
<div align="center"><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/12/rfrank380.jpg"/><br />
<i>Trolley</i>, New Orleans, 1955<br />
© Robert Frank</div>
<p>A câmera de Frank registou as tensões que se viviam nos EUA do pós-guerra, em que a segregação racial e as diferenças de classes se destacavam. O estilo fotográfico, divergente das técnicas então em voga, e o cepticismo que marcava as suas imagens de um país em crise de valores, contribuíram para uma má recepção do livro. Mais tarde, a aceitação gradual de <em>The Americans</em> reconheceu-o como uma obra seminal da fotografia americana. <em>Trolley</em> é um dos melhores exemplos de composição e significação social presentes neste livro.</p>
<p>Recentemente, a Steidl lançou uma edição comemorativa dos 50 anos da primeira publicação, disponível <a href="http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=0&#038;catalog=livros&#038;categoryN=Livros&#038;category=fotografia&#038;product=9783865215840" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2008/12/17/677/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fotografias #2</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2008/10/17/fotografias-marcantes-2/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2008/10/17/fotografias-marcantes-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 02:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fabioteixeira.com/?p=312</guid>
		<description><![CDATA[Há quatro décadas atrás, decorria o mês de Agosto de 1968, o exército soviético aniquilava impiedosamente as esperanças de mudança democrática do povo checoslovaco. Os invasores, outrora libertadores deste país 23 anos antes, penetravam nas principais cidades e reprimiam todo e qualquer acto de rebelião com as suas dezenas de tanques. A &#8220;Primavera de Praga&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quatro décadas atrás, decorria o mês de Agosto de 1968, o exército soviético aniquilava impiedosamente as esperanças de mudança democrática do povo checoslovaco. Os invasores, outrora libertadores deste país 23 anos antes, penetravam nas principais cidades e reprimiam todo e qualquer acto de rebelião com as suas dezenas de tanques. A &#8220;Primavera de Praga&#8221;, breve período de liberalização política iniciado com a eleição de Alexander Dubček no ínicio desse ano, terminava abruptamente.</p>
<p><strong>Ladislav Bielik</strong> (1939 – 1984), um fotojornalista local, garantiu que a resistência do seu povo não cairia no esquecimento.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/10/bielik-1968.jpg"/><br />
© Ladislav Bielik</center></p>
<p>Esta fotografia depressa chegou à impressa ocidental, tornando-se num clássico instantâneo. Foi publicada inúmeras vezes, ganhou prémios em competições internacionais e chegou a ser considerada uma das 100 melhores fotografias do século passado. No entanto, tudo isto aconteceu sem a devida menção ao seu autor, situação perpetuada durante anos através da utilização de nomes falsos e legendas incorrectas.</p>
<p>Bielik efectou cerca de 300 registos dos acontecimentos vividos no dia 21 de Agosto na cidade de Bratislava, actualmente capital da Eslováquia. Na altura da sua morte, vítima de acidente, a própria família desconhecia o paradeiro destas imagens. Incentivados por um colega de Ladislav, uma busca pelos negativos deu os seus frutos. Desde então, a família Bielik tem batalhado pelo devido reconhecimento do trabalho deste fotógrafo, por vezes em tribunais em consequência da utilização abusiva das suas imagens por muitos jornais nacionais e internacionais, ainda hoje em dia.</p>
<p>Entre as várias distinções atribuídas, salienta-se o <em>World Press Photo</em> de 1968-69.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2008/10/17/fotografias-marcantes-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fotografias #1</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2008/09/15/fotografias-marcantes-1/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2008/09/15/fotografias-marcantes-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 23:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fabioteixeira.com/?p=219</guid>
		<description><![CDATA[Kevin Carter (1960-1994) foi um fotojornalista sul-africano. Pertenceu ao Bang-Bang Club, um colectivo de fotógrafos sul-africanos empenhados em expôr a brutalidade do Apartheid. Embora o seu trabalho não circulasse regularmente na imprensa nacional, devido ao rígido controlo exercido pelo governo de então, algumas das suas imagens atingiram grande visibilidade na imprensa internacional. Carter deslocou-se ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Kevin Carter</strong> (1960-1994) foi um fotojornalista sul-africano. Pertenceu ao Bang-Bang Club, um colectivo de fotógrafos sul-africanos empenhados em expôr a brutalidade do Apartheid. Embora o seu trabalho não circulasse regularmente na imprensa nacional, devido ao rígido controlo exercido pelo governo de então, algumas das suas imagens atingiram grande visibilidade na imprensa internacional.</p>
<p>Carter deslocou-se ao Sudão em Março de 1993, juntamente com João Silva, amigo e colega de profissão, para fotografar o movimento rebelde neste país atingido pela fome. Imediatamente após a aterragem do avião da ONU em que viajavam, Carter começou a fotografar os habitantes vítimas de fome extrema. Um som angustiante atraíu-o ao local onde conseguiria a imagem que lhe trouxe reconhecimento mundial.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/09/kcarter.jpg"><br />
© Kevin Carter</center></p>
<p>Inicialmente publicada no <em>New York Times</em> em 26 de Março de 1993, a fotografia da menina em sofrimento valeu a Kevin Carter o <em>Pulitzer Prize por Feature Photography</em> em Maio de 1994. Embora duas versões substancialmente diferentes subsistam sobre a maneira mais ou menos ética como registou este momento, certo é que esta imagem entrou directamente para a história do fotojornalismo moderno.</p>
<p>Carter viria a suicidar-se apenas dois meses após a distinção, deixando as seguintes palavras no seu diário: «<em>depressed&#8230; without phone&#8230; money for rent&#8230; money for child support&#8230; money for debts&#8230; money!!!&#8230; I am haunted by the vivid memories of killings &#038; corpses &#038; anger &#038; pain&#8230; of starving or wounded children, of trigger-happy madmen, often police, of killer executioners&#8230;</em>»</p>
<p>Para mais informações, consulte as seguintes ligações:<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter" target="_blank">Wikipedia: Kevin Carter</a>;<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bang-Bang_Club" target="_blank">Wikipedia: Bang-Bang Club</a>;<br />
<a href="http://www.thisisyesterday.com/ints/KCarter.html" target="_blank">A vida e a morte de Kevin Carter</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2008/09/15/fotografias-marcantes-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sebastião Salgado</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/21/sebastiao-salgado-2/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/21/sebastiao-salgado-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 23:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.fabioteixeira.com/?p=201</guid>
		<description><![CDATA[Sebastião Salgado é um dos fotógrafos mais famosos do mundo desde a década de 80. &#169; Pierre-Olivier Deschamps. Nasceu a 8 de Fevereiro de 1944 em Aimorés, uma pequena localidade no estado de Minas Gerais, Brasil, com 16.000 habitantes. Na década de 40, mais de 70% desta região encontrava-se coberta por vegetação da Floresta Atlântica. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sebastião Salgado é um dos fotógrafos mais famosos do mundo desde a década de 80.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog133.jpg"/><br />
&copy; Pierre-Olivier Deschamps.</center></p>
<p>Nasceu a 8 de Fevereiro de 1944 em Aimorés, uma pequena localidade no estado de Minas Gerais, Brasil, com 16.000 habitantes. Na década de 40, mais de 70% desta região encontrava-se coberta por vegetação da Floresta Atlântica. Nessa altura, a floresta costeira do Brasil era duas vezes maior que a França; hoje em dia está reduzida a 7% da dimensão de então, e na terra natal de Salgado o cenário é ainda mais devastador, restando apenas 0,3%.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog136.jpg"/><br />
Espanha, 1997.</center></p>
<p>Depois de completar o ensino secundário em Vitória, Salgado estudou economia entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após a conclusão do doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog134.jpg"/><br />
Brasil, 1996.</center></p>
<p>Em 1973, quando levou a máquina fotográfica da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências <strong>Sygma</strong> (1974-1975) e <strong>Gamma</strong> (1975-1979). Em 1979 entrou para a <strong>Magnum Photos</strong>, permanecendo na organização até 1994, ano em que fundou a <strong>Amazonas Images</strong>, juntamente com a sua mulher. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras em Angola e no Sahara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos de documentários mais elaborados e pessoais.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog137.jpg"/><br />
Kuwait, 1991.</center></p>
<p>Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado viajou a pé até povoamentos longínquos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição <em>Outras Américas</em> (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e dos seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 18 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, em África. Na viagem produziu <em>Sahel: O Homem em Pânico</em> (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança das pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez <em>Trabalhadores</em> (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu <em>Terra: Luta dos Sem-Terra</em> (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e <em>Êxodos</em> e <em>Crianças</em> (2000), retratando a vida de refugiados e emigrantes de 41 países. Nos últimos anos, Salgado tem levado a cabo um projecto de longa-duração de fotografia de natureza, intitulado <em>Genesis</em>. Recentemente, publicou <em>África</em>, em parceria com o escritor africano e seu amigo Mia Couto.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog135.jpg"/><br />
Sudão, 2006.</center></p>
<p>Sobre a sua postura na fotografia e na vida, Sebastião Salgado afirmou numa entrevista a Carole Naggar, em 2000, que a «minha maior esperança é provocar um debate sobre a condição humana do ponto de vista dos povos de todo o mundo. Minhas fotografias são um vector entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma. (&#8230;) Pessoas comuns podem ajudar muito, não doando bens materiais, e sim participando, envolvendo-se no debate e pensando no que acontece no mundo. É o mais importante a fazer para evitar que as mesmas coisas se repitam.»</p>
<p>Para saber mais:<br />
<a href="http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/" target="_blank">Página oficial de Sebastião Salgado</a><br />
<a href="http://arts.guardian.co.uk/salgado/0,,1294976,00.html" target="_blank">The Guardian: Genesis</a><br />
<a href="http://www.amazonasimages.com" target="_blank">Amazonas Images</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/21/sebastiao-salgado-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cartier-Bresson</title>
		<link>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/11/cartier-bresson/</link>
		<comments>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/11/cartier-bresson/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 23:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Photographia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.fabioteixeira.com/?p=176</guid>
		<description><![CDATA[Com este post inauguro uma série de mini-biografias das personalidades mais relevantes da fotografia mundial, que agruparei na categoria Fotógrafos. Como não poderia deixar de ser, começarei por Henri Cartier-Bresson, amplamente reconhecido como o pai do fotojornalismo moderno, e o meu fotógrafo favorito não só pelo estilo de fotografia de rua que impulsionou, como pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com este <em>post</em> inauguro uma série de mini-biografias das personalidades mais relevantes da fotografia mundial, que agruparei na categoria <em>Fotógrafos</em>. Como não poderia deixar de ser, começarei por <strong>Henri Cartier-Bresson</strong>, amplamente reconhecido como o pai do fotojornalismo moderno, e o meu fotógrafo favorito não só pelo estilo de fotografia de rua que impulsionou, como pela sua maneira peculiar de viver esta arte.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog105.jpg"/></center></p>
<p>Nascido em 1908 em Chanteloup, Seine-et-Marne, perto de Paris, desenvolveu um grande fascínio pela pintura no início da sua vida, particularmente pelo Surrealismo. Em 1932, após passar um ano na Costa do Marfim, descobriu a <strong>Leica</strong> &#8211; a sua câmara de eleição &#8211; e assim despertou para uma longa paixão pela fotografia que o reconheceria como um dos melhores fotógrafos do século XX.</p>
<p>Tomado prisioneiro de guerra em 1940, conseguiu escapar na sua terceira tentativa, em 1943, e entrou para uma organização clandestina de ajuda a prisioneiros e fugitivos. Em 1945, fotografou a libertação de Paris juntamente com um grupo de jornalistas profissionais e filmou o documentário <em>Le Retour</em>.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog106.jpg"/><br />
Bruxelas, 1932.</center></p>
<p>Em 1947, com Robert Capa, George Rodger, David Seymour e William Vandivert, fundou a conceituada agência fotográfica <strong>Magnum</strong>. Após três anos a viajar pelo Oriente, regressou à Europa, em 1952, onde publicou o seu primeiro livro, <em>Images à la Sauvette</em> (publicado em inglês com o título <em>The Decisive Moment</em>, um conceito que para sempre ficaria ligado à sua maneira de ver a fotografia).</p>
<p>Cartier-Bresson explicou a sua abordagem à fotografia nestes termos: «<em>Para mim, a máquina fotográfica é um bloco de notas, um caderno de desenhos, um instrumento de intuição e espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, questiona e decide simultaneamente. É pela economia de meios que chegamos à simplicidade de expressão.</em>» Dizia que a grande fotografia é um presente do acaso!</p>
<p>Trabalhou quase exclusivamente a preto e branco, equipado com uma Leica, uma 50 mm e, ocasionalmente, uma grande-angular para paisagens. Não revelava as suas imagens, afirmando que nunca esteve interessado no processo da fotografia. Era contra o uso do flash, que seria o equivalente a «chegar a um concerto com uma pistola na mão».</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog107.jpg"/><br />
Sevilha, 1933.</center></p>
<p>Ao longo da sua vida, fotografou personalidades como Samuel Beckett, Truman Capote, Albert Camus, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Pablo Neruda, Henri Matisse, Malcolm X, entre muitos outros.</p>
<p>A partir de 1968, reduziu a sua actividade fotográfica, passando a dedicar-se ao desenho e à pintura. Em 2003, com a sua mulher e filha, criou a <strong>Fundação Henri Cartier-Bresson</strong> em Paris, por forma a garantir a preservação do seu trabalho. Cartier-Bresson recebeu inúmeros prémios e distinções durante a sua vida. Em 2004, veio a falecer na sua casa em Céreste, com 95 anos.</p>
<p><center><img src="http://fabioteixeira.com/wp-content/uploads/2008/03/fteixeira_blog108.jpg"/><br />
Sifnos, 1961.</center></p>
<p>«<em>For me the camera is a sketch book, an instrument of intuition and spontaneity, the master of the instant which, in visual terms, questions and decides simultaneously. In order to “give a meaning” to the world, one has to feel involved in what one frames through the viewfinder. This attitude requires concentration, discipline of mind, sensitivity, and a sense of geometry. It is by economy of means that one arrives at simplicity of expression.</p>
<p>To take a photograph is to hold one’s breath when all faculties converge in a face of fleeing reality. It is at that moment that mastering an image becomes a great physical and intellectual joy.</p>
<p>To take a photograph means to recognize – simultaneously and within a fraction of a second– both the fact itself and the rigorous organisation of visually perceived forms that give it meaning.</p>
<p>It is putting one’s head, one’s eye, and one’s heart on the same axis.</em>»</p>
<p>Para saber mais:<br />
<a href="http://www.henricartierbresson.org/" target="_blank">Fundação Henri Cartier-Bresson</a><br />
<a href="http://www.magnumphotos.com/">Magnum Photos</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.fabioteixeira.com/2008/03/11/cartier-bresson/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
